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A ideologia de gênero fere os princípios das famílias cristãos


Ninguém nasce homem ou mulher, uma pessoa constrói, ao longo da vida, a própria identidade e escolhe o gênero que desejar: feminino ou masculino, independentemente do fator biológico. Um indivíduo pode nascer homem e se descobrir mulher e vice-versa. Essa é a teoria da “ideologia de gênero”, termo que faz referência a conceitos sexuais e que tem gerado debates calorosos entre cristãos e aqueles que lutam contra a família tradicional (Pai, Mae e sua prole).

 A psicopedagoga e terapeuta de família, Renata Santana, diz que vê essa ideologia como um reflexo da sociedade atual, que é muito volátil, livre e descompromissada com valores e crenças. Ela afirma que, ao mesmo tempo em que as pessoas têm muito acesso à informação, também têm pouca bagagem de conhecimento de si mesmo e do outro, e dão pouca importância aos relacionamentos duradouros, aos vínculos familiares e à espiritualidade. 

O pastor Silas Malafaia, que tem se posicionado frequentemente contra a ideologia de gênero, e a favor da doutrina cristã, em um de seus vídeos na internet, disse que essa ideologia é uma maneira de detonar com a autoridade da família. Malafaia afirma que é um ensino maligno e maldoso para destruir os valores da sociedade e daquilo que a civilização tem mantido até agora. O pastor ressalta que o ensinamento da ideologia de gênero em algumas escolas é uma afronta às famílias.


A psicopedagoga e terapeuta de família, Renata Santana, vê essa “pregação” da ideologia de gênero nos colégios como algo muito prejudicial para o desenvolvimento da criança e também do adolescente. “Frequentemente recebo pais e crianças de escolas onde a ideologia é amplamente difundida, com dificuldade de aprendizagem. Ao fazer o atendimento, deparo-me com a insegurança emocional da família. 

A criança, por sentir-se coagida num ambiente onde os seus valores familiares são postos em cheque diariamente, não se sente autorizada a aprender, o que as traz aos consultórios para atendimento psicopedagógico”, lamenta. 

Renata ainda explica que a criança não sabe discernir entre ordenança, informação e sugestão, e para ela o professor é uma figura de autoridade que detém o poder da palavra e da verdade. Para a pedagoga, existem duas questões: primeiro, o aluno é exposto a um assunto do qual a maturidade física, cognitiva e emocional ainda não dá conta de discernir e, depois, ela é confrontada com a briga de valores entre aqueles que defendem a ideologia e aqueles que são contra.


A CRIANÇA TEM CAPACIDADE DE ESCOLHER SE QUER SER HOMEM OU MULHER?

De acordo com a psicopedagoga e terapeuta de família, Renata Santana, a prática e estudos mostram que uma criança não tem a capacidade de discernir e decidir sobre a sexualidade, que o que existe é curiosidade, falta de parâmetro social ou a definição de papéis no seio familiar. A terapeuta ressalta que, se uma criança tivesse essa capacidade de decisão, com algo tão importante, como a opção sexual, que a marcará para o resto da vida, ela poderia então ser totalmente capaz de responder pelos seus atos. “Ao contrário, damos à criança e ao adolescente a proteção e a orientação por entender que não podem responder por aquilo que seu cérebro e sua rede emocional ainda não dão conta. 

Se pegarmos todas as grandes correntes teóricas da aprendizagem, seja pelo aspecto social, cognitivo, da intelectualidade ou da afetividade, todas trazem o aprendizado em etapas, em que a criança está em plena formação e construção de si mesma e do que compreende do mundo. Como então podemos dar à criança o poder de decidir sobre algo que ela não tem a compreensão total? Seria como dar habilitação de motorista a alguém que nem sequer entrou num carro. Uma incoerência” exemplifica.

Cristãos e até mesmo não cristãos têm desaprovado as questões que envolvem a ideologia de gênero. Muitos defendem que não se trata de preconceito com as pessoas que desejam seguir uma orientação sexual diferente, escolha essa que deve ser respeitada. Mas a questão é que as famílias heterossexuais se sentem “roubadas” no direito de terem uma opinião contrária e acreditam que alguns grupos estão em busca não de direitos comuns a qualquer cidadão, mas de direitos exclusivos em detrimento dos direitos dos outros. 

Segundo a psicopedagoga e terapeuta de família, Renata Santana, a Constituição brasileira no artigo 229 diz que os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores; a Convenção Americana de Direitos Humanos no artigo 12 inciso 4 afirma que os pais têm direito a que seus filhos recebam a educação moral e religiosa que esteja de acordo com as suas próprias convicções; e o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069, artigo 79) diz que as revistas e publicações destinadas ao público infanto-juvenil (…) deverão respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família: “A lei é clara, mas hoje o que vemos é uma subtração do papel parental. A escola não precisa impor a teoria da ideologia de gênero para gerar um mundo mais tolerante, pode ensinar ética, que reforça o respeito e a valorização do outro, papel que também deve ser o da família. Mas a verdade é que não se trata de aceitar as pessoas com suas opções, mas de impor uma ideologia sem respeitar o direito do outro de divergir”, lamenta.

 

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