Seis variantes do coronavírus já circularam no Piauí, diz Lacen


Dados divulgados nesta terça-feira (20) pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen-PI) apontam que seis variantes do coronavírus já circularam no estado. O levantamento foi feito por meio de sequenciamento genético de amostras enviadas ao Laboratório Central da Bahia, através do projeto do Ministério da Saúde que investiga mutações e diferentes linhagens do SARS-CoV-2 que circulam no Brasil.

Agora em julho os resultados dos sequenciamentos retornaram, apontando que, do início da pandemia, em março de 2020, a outubro de 2020 prevaleceram no Piauí as linhagens B.1.1.28 e B.1.1.33, mais comuns em todo o Brasil. Isso foi mudando a partir de novembro de 2020, com introdução de linhagens como a B.1.212 (um registro em São João do Piauí); N9, identificada em um paciente vindo de Brasília e em três pacientes de Teresina, um de União e um de São João da Canabrava; P1 (chamada de variante gama) presente em vários municípios e a variante P2, chamada de zeta, encontrada em Teresina (um registro) e Beneditinos (um registro).


De acordo com a diretora do Lacen, Walterlene Carvalho, no Piauí não foi identificada a circulação da variante Delta, considerada até o momento a cepa mais transmissível. O estudo constatou a predominância atual da linhagem gama.

Segundo a diretora, o sequenciamento mostra que houve uma substituição de linhagens com predomínio total da variante gama (P1) que de março a maio de 2021 prevaleceu como a única linhagem detectada no Piauí, até o momento. “Não foram identificadas nas análises atuais outras VOCs como a alfa (Reino Unido – B.1.1.17), beta (África do Sul – B.1.351) e delta (Índia – B.1.617.2)”, afirmou.

Walterlene Carvalho alertou que o momento ainda exige cautela. “Ao menos 97 casos de infecção pela variante Delta, cepa mais transmissível do coronavírus, foram notificados no país, dos quais cinco resultaram em mortes. Os dados foram informados pelo Ministério da Saúde no domingo (18). Os registros foram feitos em sete estados, mas os óbitos foram no Paraná e no Maranhão. O Rio de Janeiro é o estado com mais casos (74). Na capital fluminense, o número saltou de sete, na sexta-feira (16), para 23 no sábado (17). O ministério informou ainda que há registros de um contaminado em Minas Gerais, dois em Goiás, três em São Paulo e dois em Pernambuco”, afirmou.


Por fim, a diretora do Lacen ressaltou que, mesmo que o Piauí não tenha registrado casos da variante Delta, em estados vizinhos ela já detectada e por isso os cuidados devem ser redobrados

“O sequenciamento não é exame de diagnóstico. O protocolo deve continuar sendo cumprido. A necessidade de adoções da vacinação, o uso de máscaras, higienização das mãos e evitar aglomerações devem continuar sendo seguindo de forma rigorosa. Porém, é necessário sabermos quais as cepas circulam em nosso estado, para entender a situação da pandemia”, finalizou.

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